A Nature Medicine celebra os 30 anos de seu lançamento com uma série chamada "O Futuro da Medicina", refletindo sobre os desafios e oportunidades dos próximos 30 anos de inovação biomédica. À medida que a medicina avança para novas fronteiras, aliada a tecnologias disruptivas, Bio-Manguinhos se posiciona como um centro essencial de inovação para o futuro da saúde no Brasil e no mundo.
Nos últimos anos, a biotecnologia tem avançado de maneira sem precedentes, e Bio-Manguinhos, como HUB da Organização Mundial da Saúde (OMS), desempenha um papel fundamental no enfrentamento de novos desafios sanitários. Como centro de desenvolvimento e produção de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro na América Latina, a instituição poderá aplicar o conhecimento adquirido para tratar cânceres hematológicos e outras doenças infecciosas.
A seleção é resultado de uma chamada global que visa aumentar a capacidade de produção e ampliar o acesso a vacinas nas Américas. Segundo o vice-presidente de inovação de Bio-Manguinho, Ricardo de Godoi, “o objetivo do instituto é promover o desenvolvimento de um ecossistema de inovação de RNA na América Latina, catalisando a pesquisa e o desenvolvimento, bem como capacidades de produção, e defendendo o acesso equitativo a esses produtos de ponta em toda a região”.
Em um cenário onde as doenças evoluem rapidamente, o desenvolvimento da vacina de mRNA se tornou um marco para a medicina moderna. Com sua expertise e parcerias globais, Bio-Manguinhos está no epicentro da pesquisa para expandir a aplicação dessa plataforma em terapias contra o câncer e outras doenças complexas para os países em desenvolvimento.
Apesar dos avanços médicos, esses países enfrentam desafios persistentes no acesso a tratamentos de ponta, um problema ainda mais evidente durante a pandemia de Covid-19. Enquanto os países desenvolvidos tiveram acesso antecipado às vacinas e terapias mais recentes, muitos países do Sul Global ficaram para trás.
Nesse contexto, o trabalho de Bio-Manguinhos na produção nacional de vacinas e tratamentos com mRNA, visa reduzir a desigualdade no acesso à saúde. Ao desenvolver tecnologias e produzir medicamentos localmente, a instituição contribui para diminuir a brecha de acesso a cuidados médicos de alta qualidade, promovendo um sistema de saúde mais justo e sustentável para todos.
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Jornalista: Marcela Dobarro
Imagem: Bernardo Portella